Jovens profissionais demonstram desconfiança com lideranças de IA
Pesquisa aponta que 45% dos jovens trabalhadores temem impactos negativos da inteligência artificial em suas carreiras e rejeitam executivos do setor.

Um levantamento recente realizado pela CNBC em parceria com a Generation Labs revelou um cenário de ceticismo entre jovens adultos de 18 a 34 anos em relação à inteligência artificial. A pesquisa, que ouviu 1.088 pessoas nos Estados Unidos, indica que a percepção sobre o impacto da tecnologia no mercado de trabalho é majoritariamente negativa, com 45% dos entrevistados temendo prejuízos diretos às suas carreiras.
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O estudo também mensurou a confiança dos jovens em executivos de grandes empresas de tecnologia, conhecidas como big techs, que lideram a corrida pela IA. Nenhum dos líderes avaliados obteve saldo positivo de confiança. Figuras como Elon Musk, Mark Zuckerberg e Sam Altman enfrentam taxas de rejeição superiores a 70%, refletindo um distanciamento entre a visão estratégica dessas companhias e a expectativa da nova geração de profissionais.
A resistência à expansão desenfreada da infraestrutura de IA também se destacou, com 60% dos jovens defendendo a desaceleração na construção de novos data centers. A preocupação envolve tanto a sustentabilidade ambiental, devido ao alto consumo de recursos, quanto o impacto econômico, visto que o direcionamento de semicondutores para o setor tem pressionado os preços de dispositivos eletrônicos de consumo geral.
Este movimento de desconfiança tem se manifestado de forma pública em ambientes acadêmicos, com protestos de estudantes contra executivos de tecnologia em cerimônias de formatura. Para além do ceticismo com a tecnologia em si, o levantamento aponta uma insatisfação mais ampla com o cenário econômico atual, com 78% dos entrevistados classificando a economia como desfavorável, o que potencializa o receio sobre o futuro do trabalho.
Com informações de tecnoblog