Gestão de risco e resiliência: trader detalha superação de drawdown prolongado
Estratégia baseada em diário de trade e métricas de risco permitiu a continuidade operacional após 77 pregões negativos consecutivos.

A gestão de risco e a manutenção da disciplina operacional foram os pilares que permitiram ao trader Caio Scotte atravessar um dos períodos mais desafiadores de sua trajetória profissional. Em 2024, o investidor enfrentou uma sequência de 77 pregões em drawdown, fase que colocou à prova não apenas o capital alocado, mas a própria validade do método de negociação utilizado.
Veja também
Segundo o trader, o prolongamento do período negativo exigiu uma distinção clara entre a volatilidade de curto prazo e a eficácia da estratégia no longo prazo. Para evitar decisões emocionais ou alterações precipitadas no método, Scotte utilizou a padronização de resultados por unidades de risco, o chamado R, que permite a comparação de desempenho sem a distorção causada pela oscilação financeira imediata.
A utilização de um diário de trade detalhado e de dashboards de acompanhamento foi determinante para a tomada de decisão. O registro sistemático de entradas, saídas e riscos permitiu confrontar a execução das ordens com o plano estratégico original, fornecendo evidências concretas de que o método possuía vantagem matemática, apesar dos resultados negativos momentâneos.
Scotte reforça que a persistência em um modelo operacional, sob pressão, deve ser fundamentada em dados e histórico de testes, e não em expectativas ou esperança de reversão. A documentação das operações, inclusive em transmissões ao vivo, serviu como um mecanismo de controle de responsabilidade, garantindo que o trader mantivesse a execução técnica mesmo diante da incerteza do mercado.
Com informações de infomoney